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segunda-feira, 18 de março de 2013

Elogie do jeito certo



                                                            
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito  legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

 MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.


[1] Notícia veiculada na revista Galileu de jan de 2011.


Fonte: http://www.marcosmeier.com.br 

A história da Páscoa




Um vídeo maravilhoso encenado só por criancinhas contando a história da Páscoa baseada no Novo Testamento. Vale a pena compartilhar, encaminhar, divulgar... O mundo precisa de mais mensagens de amor como essa!





História

Porquê comemoramos a Páscoa? Quando pensamos em Páscoa, logo imaginamos coelhos e ovos de chocolate. Mas será que a Páscoa é isso mesmo?


Vamos aprender?

Há muito e muito tempo atrás, antes mesmo de Jesus Cristo nascer, o povo de Israel era escravo no Egito. Eles sofriam muito. Mas Deus mandou Moisés para resgatar o seu povo, para que pudessem adorá-lo e viverem livres. Mas o Faraó do Egito não queria libertá-los. Então, Deus resolveu mandar 10 pragas sobre o Egito. Mas faraó mesmo assim não deixou o povo ir.

Então Deus disse: "_ Moisés, o anjo da morte vai passar pelo Egito e matar todos os primogênitos (filhos mais velhos). Mande que o povo mate um cordeirinho e prepare ele para comer. Então, mande que passem o sangue desse cordeirinho acima das portas e janelas, pois este será o sinal para que o anjo da morte não entre em suas casas e mate seus filhos. Quando o anjo ver o sangue, ele passará direto e não entrará. Então o povo obedeceu. E todos os primogênitos, inclusive os que estavam no palácio do Faraó morreram. 

Assim o Faraó resolveu libertar o povo da escravidão. Por causa disso, o povo de Israel passou a comemorar a Páscoa como o dia em que Deus livrou o Seu povo da escravidão. O que Jesus fez por nós foi o que Deus fez para os judeus através do cordeiro morto na Páscoa. Jesus veio ao mundo para nos salvar de tudo aquilo que nos mantinha escravos do pecado. Ele morreu na cruz em nosso lugar, como se Ele houvesse cometido os nossos erros. Mas na verdade, ele nunca pecou.

Ele fez isso por amor. Assim como o cordeirinho morto, Jesus é o Cordeiro de Deus que morreu por nós (João 1:29) . O cordeirinho morto não podia ter nenhum defeito. Assim também Jesus não tinha nenhum pecado (1Pedro 1: 18 e 19). 

Páscoa significa Passagem: para os judeus foi a passagem da escravidão para a libertade. Para nós, é a passagem da morte para a vida. Vida com Cristo. Mas Cristo não permaneceu morto, pois ao terceiro dia ressuscitou. E hoje vive ao lado do Pai, no céu. Jesus Cristo é a verdadeira Páscoa!


Fonte: http://trabalhinhos.blogspot.com


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sugestões na hora de impor limites





Uma das tarefas mais difíceis para os pais é impor limites aos filhos. Mesmo estando de acordo sobre a importância desta tarefa, muitos pais variam entre muito rigorosos e excessivamente liberais. Vamos apresentar aqui algumas
propostas para estabelecer limites.


Capacidade de espera

Os limites são bons para fortalecer a capacidade de espera dos filhos. Quando nascem, os bebês querem que suas vontades sejam atendidas imediatamente, e os pais fazem de tudo para atendê-los.
À medida que cresce, a criança aprende a esperar por meio da socialização, além de ter acesso a substitutos para os objetos primários de satisfação, como a chupeta, por exemplo, que substitui o seio materno.
Quanto maior a capacidade de espera, mais complexos se tornam esses substitutos. Uma criança pode se acalmar e esperar quando falamos, cantamos ou contamos uma história.

Os limites ensinam a criança a adiar seus desejos. Eles a preparam para situações parecidas que irá enfrentar ao longo da vida.


Tolerância à frustração

É imprescindível que a criança entenda que os pais às vezes dizem "não", e que não há como mudar tal decisão. A frustração que isso gera é inevitável, mas é importante aprender a lidar e conviver com esse sentimento porque são as regras, precisamente, que lhe darão segurança e ensinarão a confiar em um critério sólido. Se uma criança for mais forte que os pais, não vai se sentir protegida por eles.
Se fizer birra ou ficar irritada, é possível distraí-la ou acalmá-la com um abraço, mas nunca faça de conta que não está percebendo o que está acontecendo. Depois que tudo estiver tranquilo novamente, é importante conversar. Isso fará com que a criança aprenda com a experiência.


Entre a explicação e a rotina

O ponto de partida para impor um limite é explicar o porquê dessa imposição. Se o filho compreende o motivo da criação de uma regra ficará mais predisposto a obedecê-la. Isso também o ajudará a construir uma consciência própria de que valores de comportamento são importantes. Na hora de dar uma explicação é importante ser direto para não distrair a criança com rodeios desnecessários. É só dizer: "Empreste os seus brinquedos, porque assim seus amiguinhos também vão emprestar os deles para você".
Depois de imposto, é imprescindível que o limite seja sempre respeitado. Cada vez que surgir uma situação que exija a regra imposta, é importante ressaltá-la. Desse jeito não sobra espaço para a resistência ou a negociação e ela se tornará um hábito. Principalmente se a regra é uma rotina familiar, como a hora de ir para a cama.


Por que insistem em desobedecer?

Fazer com que seu filho aprenda a se comportar é uma tarefa muito difícil. Se ele insiste em desobedecer é sempre bom analisar, primeiro, se está realmente entendendo as regras. Muitas vezes parece que nos expressamos claramente, mas, na verdade, nosso filho não entende exatamente o que dizemos ou como fazemos alguma coisa. Também é possível que algo esteja atrapalhando a paz familiar: o nascimento de outro filho, instabilidade no trabalho, mudança de casa ou de escola, doenças ou divórcio. É provável que a desobediência seja a maneira que o filho encontra de mostrar que não está feliz com uma nova situação.
Por último, essa desobediência pode ser uma maneira de pedir carinho. Se os pais parecem bravos e inflexíveis quando impõem um limite, é possível que a criança pense que não é querida. Daí a importância de demonstrar firmeza sem perder o afeto.


O que fazer com os castigos e os prêmios?

Os castigos devem ser usados para corrigir uma atitude. Estes podem ser a privação de algo que tenha relação com o que a criança está fazendo. Por exemplo: "Se você tirar o tênis para brincar no parque nós vamos voltar para casa". É importante que isso seja dito logo depois que a criança apresente o mau comportamento para que ela possa estabelecer rapidamente uma associação.
Muitos pais usam prêmios para fazer com que os filhos sigam as regras. É importante ter cuidado para evitar o abuso dessa estratégia. A criança pode se acostumar rapidamente a negociar o prêmio, esquecendo que a verdadeira função de uma regra é fazer o melhor para ela e para as outras pessoas.


Respeito aos adultos

É importante ensinar os filhos a respeitar os adultos. Para isso, deve-se partir do princípio de que devem respeitar outros adultos como respeitam os pais. Esse comportamento nasce do amor e do respeito que demonstramos. Não podemos esperar que uma criança seja atenta e educada com a mãe se ela fala palavras feias, grita, diz mentiras ou bate no filho. Lembrem-se que os filhos aprendem o que vêem.
Não é preciso esperar que eles cresçam para serem educados nesse sentido. Trata-se de uma aprendizagem que começa no nascimento e se desenvolve por toda a infância. O mais importante é dar o exemplo.


Relação entre a família e a escola

A responsabilidade de educar um filho é muito grande. Essa educação oferece às crianças condições de se integrar ao mundo e à cultura com respeito e tolerância.
Essa tarefa não pode ser atribuída à escola. Os pais precisam assumir o compromisso de ensinar os filhos a se comportar. Quantas vezes ouvimos pessoas dizerem: "Na escola ele é um anjo, mas em casa é desobediente".
A obrigação de ensinar a se comportar não é exclusivamente da escola. Se isso é bem aplicado na escola, também precisa ser bem aplicado em casa. Se na creche a criança come sentada e espera sua vez para falar, precisa ter o mesmo comportamento em casa.
A relação entre a família e a escola precisa ser fluente e presente. Se não for assim, será difícil a criança adotar bons hábitos e haverá espaço para a criação de conflitos de autoridade.


Limites


Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E no esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, ao mesmo tempo, os mais fracos e inseguros que já houve na história.

O pior é que estamos lidando com crianças que falam de igual para igual, (lutadoras, combativas) e mais poderosas do que nunca.

Parece que, na nossa tentativa de sermos os pais que gostaríamos de haver tido, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos repreendidos pelos pais e a primeira geração de pais a quem os filhos repreendem.

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que temos medo dos filhos.

Os últimos que crescemos sob o mando dos pais e os primeiros que vivemos sob o jugo dos filhos.

E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem ao respeito.

À medida que a permissividade substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se consideravam pais bons, aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram sérias e reverenciavam seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre os adultos e as crianças foram se desvanecendo, hoje, pais bons são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que poucos os respeitem. E são os filhos que, agora, esperam respeito de seus pais, isto é, que respeitem suas idéias, seus gostos, seus desejos e sua forma de agir e viver. E, além disso, que os atendam no que necessitarem para tal fim.

É como se os papéis se invertessem: agora são os pais que devem agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e os mais simpáticos para seus filhos.

Dizem que os extremos se tocam. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de temor em relação a seus pais, a debilidade do presente os enche de medo... medo e menosprezo, ao ver-nos tão fracos e desorientados como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de segurá-los quando não se podem conter e de protegê-los enquanto não sabem para onde vão.

Se o autoritarismo esmaga, a permissividade sufoca. É necessário ter uma atitude firme e respeitosa que lhes permitirá configurar nossa idoneidade para governar suas vidas, enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e subjugados à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e no tédio em que está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.


Autora: ANGELA MARULANDA
Colombiana, escritora e educadora familiar

Texto original no site:
www.angelamarulanda.com 
Tradução: G. Cabada

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Volta às aulas 2013

Senhores Pais ou Responsáveis: 

A Direção da E.M.E.F. "Madre Carmelita" comunica aos senhores pais ou responsáveis as datas de início das aulas para o ano letivo de 2013:

Dia 04 de fevereiro, segunda-feira - apenas para os alunos de 1º ano (adaptação).

Dia 05 de fevereiro, terça-feira - para todos os demais alunos.

Qualquer dúvida, entre em contato conosco! Obrigada...



O início de um novo ano letivo tem sempre um gostinho de novidade para a garotada, mas, para muitos meninos e meninas, o ano letivo começa trazendo mudanças bem mais significativas.

E como estão os preparativos aí na sua casa? Os horários de dormir já estão sendo modificados? Nas férias sempre acabamos permitindo que nossas crianças durmam e acordem mais tarde, não é? Também tornamo-nos menos rígidos com os horários de refeições. Afinal, não temos aquele compromisso rigoroso de horários e podemos ser mais liberais com as crianças. Mas as aulas vêm aí e devemos, aos poucos, ir adaptando nosso ritmo e o espírito das crianças para, juntos, assumirmos o compromisso com os horários e responsabilidades escolares. Duas situações diferentes podem estar acontecendo na sua família. Uma é a ida de seu filho à escola, pela primeira vez, e outra é o retorno de seu filho às aulas. Vamos conversar um pouco sobre elas.


Os primeiros passos na escola

Este é o caso dos que ingressam na escola pela primeira vez, são situações novas, ritos de passagem, que às vezes geram receios e com as quais as crianças, os pais e a própria escola precisam aprender a lidar.

As primeiras referências de uma criança são as relações familiares e o seu mundo é a rotina da casa onde ela vive. Ir para a escola significa um rompimento com esse mundo conhecido e isso pode ser fonte de insegurança e medo para a criança e até para seus pais. A intensidade com que cada um vai experimentar ou a forma como vai atravessar esse período vai depender dos aspectos particulares de cada personalidade participante do processo e, também, da dinâmica familiar.

É importante que os pais vejam a situação não como "um mal necessário", mas como algo bastante positivo e enriquecedor no desenvolvimento de seu filho. A escola terá espaço para brincar e aprender brincando: a interagir com outras crianças e com adultos estranhos ao seu universo familiar, noções de cidadania, de educação musical e ambiental, a importância do cumprimento de prazos e horários e que há limites para a satisfação de suas vontades, a ouvir o próximo e a tratá-lo com urbanidade e respeito. É importante frisar que brincar na escola é totalmente diferente de brincar em casa. É um brincar organizado, monitorado, com objetivos delineados e resultados medidos.

Lembre-se: os pais devem lhes demonstrar interesse pela experiência que elas estão vivendo, transmitir segurança, reforçando-lhes a auto-estima, diminuindo-lhes a ansiedade, mostrando-lhe aspectos entusiasmantes da escola (conhecer novos amiguinhos, poder brincar com eles, etc) e tranqilizando-os quanto ao amor que sentem por elas, quanto à proximidade que manterão com a escola e com sua professora e quanto a estarem lá, para buscá-los no horário de saída.


De volta às aulas, depois das férias

O significado da recusa de voltar às aulas após as férias é diferente da recusa da criança que vai a ela pela primeira vez. Algumas vezes essa recusa é motivada pela insegurança gerada por motivos como: a troca de professores, o temor de que seus colegas sejam diferentes da turma em que estava, etc. A família e a escola devem deixar claro para a criança que há uma parceria entre eles e um pacto visando o seu desenvolvimento harmonioso, com o qual ela se sinta realizada, confiante e feliz.

Há, também, uma preocupação maior com a criança como uma pessoa individualizada e em se acompanhar de perto o seu processo individual de desenvolvimento. Ela precisa sentir que aquele espaço também lhe pertence e que se sinta bem ali, para ter prazer de ir à escola não só por causa das pessoas que dela fazem parte, como por tudo o que acontece por lá.

Diante de um filho que se recusa a ir para a escola, recomendo-lhe o bom senso acima de tudo. Ouça suas queixas com atenção, investigando-as e demonstre interesse e solidariedade pelos seus sentimentos, garantindo-lhe com carinho, porém com determinação, que tudo poderá ser resolvido sem que ele deixe de frequentar as aulas. Evite ceder ao seu pedido de ficar em casa. Ele provavelmente vá tentar desafiá-la, mas a firmeza dos pais nesta hora será o melhor que eles poderão oferecer à criança.

Desejamos a todos um bom começo de ano letivo!

Equipe da E.M.E.F. "Madre Carmelita"



Fonte: http://www.crechebambalalao.com.br/?secao=34134&categoria=34212&id_noticia=203929

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Oração da Escola

Obrigado, Senhor, pela minha escola!

Ela tem muitos defeitos. Como todas as escolas têm. Ela tem problemas, e sempre terá. Quando al­guns são solucionados, surgem outros, e a cada dia aparece uma nova preocupação.
Neste espaço sagrado, convivem pessoas muito diferentes. Os estudantes vêm de famílias diversas e car­regam com eles sonhos e traumas próprios. Alguns são mais fechados. Outros gostam de aparecer. To­dos são carentes. Carecem de atenção, de cuidado, de ternura. 
Os professores são também diferentes. Há alguns bem jovens. Outros mais velhos. Falam coisas dife­rentes. Olham o mundo cada um à sua maneira. Alguns sabem o poder que têm. Outros parecem não se preocupar com isso. Não sabem que são líderes. São referenciais. Ou deveriam ser.
Funcionários. Pessoas tão queridas, que ouvem nossas lamentações. E que cuidam de nós. Estamos juntos todos os dias. Há dias mais quentes e outros mais frios. Há dias mais tranqüilos e outros mais tumultuados. Há dias mais felizes e outros mais do­lorosos. Mas estamos juntos.
E o que há de mais lindo em minha escola é que ela é acolhedora. É como se fosse uma grande mãe que nos abraçasse para nos liberar somente no dia em que estivéssemos preparados para voar. É isso. Ela nos ensina nossa vocação. O vôo. Nascemos para voar, mas precisamos saber disso. E precisamos, ain­da, de um impulso que nos lance para esse elevado destino.
Não precisamos de uma escola que nos traga todas as informações. O mundo já cumpre esse pa­pel. Não precisamos de uma escola que nos transfor­me em máquinas, todas iguais. Não. Seria um crime reduzir o gigante que reside em nosso interior. Seria um crime esperar que o vôo fosse sempre do mesmo tamanho, da mesma velocidade ou na mesma altura.
Minha escola é acolhedora. Nela vou permitin­do que a semente se transforme em planta, em flor. Ou permitindo que a lagarta venha a se tornar bor­boleta. E sei que para isso não preciso de pressa. Se quiserem ajudar a lagarta a sair do casulo, talvez ela nunca tenha a chance de voar. Pode ser que ela ain­da não esteja pronta.
Minha escola é acolhedora. Sei que não apreen­derei tudo aqui. A vida é um constante aprendizado. Mas sei também que aqui sou feliz. Conheço cada canto desse espaço. As cores da parede. Os quadros. A quadra. A sala do diretor. A secretaria. A bibliote­ca. Já mudei de sala muitas vezes. Fui crescendo aqui. Conheço tudo. Passo tanto tempo neste lugar. Mas conheço mais. Conheço as pessoas. E cada uma de­las se fez importante na minha vida. Na nossa vida.
E, nessa oração, eu Te peço, Senhor, por todos nós que aqui convivemos. Por esse espaço sagrado em que vamos nascendo a cada dia. Nascimento: a linda lição de Sócrates sobre a função de sua mãe, parteira. A parteira que não faz a criança porque ela já está pronta. A parteira que apenas ajuda a criança a vir ao mundo. E faz isso tantas vezes. E em todas às vezes fica feliz, porque cada nova vida é única e merece todo o cuidado.
Obrigado, Senhor, pela minha escola! Por tudo o que de nós nasceu e nasce nesse espaço. Aqui, posso Te dizer que sou feliz. E isso é o mais importante. Amém!

Gabriel Chalita